quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O dia em que a empregada faltou.



Manhã. Sete horas e dezessete minutos. Telefone toca. Uma mensagem.

Henrique acorda. Tateia ao redor, com as mãos dormentes, em busca de seu celular. Acha-o. Irrita-se. Uma mensagem de sua empregada. Ela faltaria. Ela falharia.

Aquela mensagem transtornou Henrique. Estava há semanas sem levantar-se da poltrona, em sua Zona de Conforto, aproximava-se do recorde pessoal, e agora, aquele imprevisto destruiria tudo.

O que iria comer? Beber? Quem iria limpá-lo? Seus remédios que os daria em sua boca? Quem iria juntar as cinzas que se aglomeravam em sua barba e em seu robe? Tudo por causa de uma gripe. Isso o fazia recorda o porquê de não relacionar-se com ninguém.

Desespero. Coração palpitava. Uma gota de suor escorria de sua testa. Desespero. As coisas estavam saindo do trilho. Respiração arfava. As mãos formigavam. O mundo parecia está em uma moldura negra...

Então Henrique lembrou-se da Zona de Conforto. Abraço-a.

Afinal o que seria ficar um dia sujo e sem comer?

“Obrigado, Zona de Conforto.”, murmurou Henrique com um sorriso no cato de boca.



2 comentários:

Daniel Dull disse...

Huahuaha.... Também pensei por que de toda essa aflição? Era somente um dia...Acho que estamos todos virando Henriques :P

Augusto, o Inconseqüente disse...

o Henrique está dentro de cada um de nós.